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domingo, 3 de maio de 2009

Salvar o planeta – é agora ou agora.

Em dezembro de 2009 em Copenhagen, na Dinamarca, representantes de mais de 200 países vão se reunir para chegar a um acordo sobre como salvar o clima do planeta. O Brasil tem papel importante nas mudanças climáticas, já que o país é o quarto maior emissor de gases de efeito estufa, figura entre as dez maiores economias do mundo e ainda possui recursos naturais como a floresta amazônica .

Para fazer sua parte no combate às mudanças climáticas, o governo brasileiro deve se comprometer a zerar o desmatamento da Amazônia , expandir a geração elétrica renovável e criar uma rede de reservas marinhas para manter os oceanos vivos.

Envie a mensagem abaixo ao presidente Lula. O Brasil pode – e deve – assumir a liderança na construção de um novo modelo de desenvolvimento.

Exmo. Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

Venho, por meio desta, exigir que o governo brasileiro assuma a liderança nas negociações da 15ª Conferência das Partes da ONU, em Copenhagen, na Dinamarca e se comprometa a:

- Zerar o desmatamento da Amazônia até 2015 e apoiar a criação de fundo financeiro internacional para apoiar este objetivo (mecanismo Florestas pelo Clima);

- Garantir que pelo menos 25% da eletricidade sejam gerados a partir de fontes renováveis de energia como vento, sol, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas até 2020 e apoiar a transferência de tecnologia entre os países;

- Transformar pelo menos 30% do território costeiro-marinho do Brasil em áreas protegidas até 2020;

Senhor presidente, independente do histórico do Brasil como emissor de gases estufa, o país deve assumir sua responsabilidade. Podemos continuar nos desenvolvendo e gerar emprego e renda sem contribuir para o aquecimento global, o maior desafio já enfrentado pela humanidade.

Salvar o planeta – é agora ou agora.


Acesse o site e cadastre-se :
http://www.greenpeace.org/brasil/participe/ciberativismo

Carta Escrita no Ano 2070

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira

A Oportunidade
A crise financeira e a perspectiva de recessão global criaram uma oportunidade para que sejam tomadas medidas drásticas em nome do planeta. Ficou claro que os governos podem intervir nas suas economias em uma escala sem precedentes. Muitos deles agora estão considerando estimular as suas economias por meio de maciços programas de investimentos que ainda têm que ser especificados em detalhe.
Se nós podemos salvar os bancos, por que não podemos salvar o planeta? O Greenpeace defende um pacote de emergência planetária, conforme descrito na proposta “Green New Deal” da New Economics Foundation do PNUMA (www.neweconomics.org/gen). As medidas propostas podem proteger o mundo das alterações climáticas e ao mesmo tempo estimular a economia global. Neste trabalho, nós apresentamos um levantamento das medidas políticas sugeridas pelo Greenpeace e outras organizações para serem implantadas como uma resposta coerente para a atual crise financeira e ambiental.
Ameaça: o risco ambiental é maior
do que os riscos financeiros
Estamos destruindo o nosso capital ambiental. A destruição das florestas custa para a economia mundial, pelo menos, US$ 2 trilhões anualmente. Os recursos pesqueiros do oceano estão entrando em colapso, colocando em risco essa fonte básica de alimentos para 3 bilhões de pessoas (www.greenpeace.
org/usa/press-center/reports4/pushed-to-the-brink-the-ocean). Secas e incêndios florestais destroem recursos que sustentam o setor agrícola. A elevação dos níveis do mar ameaça deslocar centenas de milhões de pessoas até ao final do século. O Relatório Stern, estimou em 2006, que as alterações climáticas poderão reduzir o futuro PIB entre 5 a 20% (www.hm-treasury.gov.uk/6520.htm). Hoje os autores do relatório entendem que esse número é conservador.
Investimentos no futuro:
1. Redes elétricas inteligentes, super redes e transportes públicos.
Grandes redes que enviam energia solar ou eólica do Norte de África para a África e para a Europa, redes inteligentes que assegurem uma utilização mais eficiente da energia, e investimentos em transportes públicos são alternativas fundamentais para a construção de um modelo econômico independente de petróleo.
No relatório “[R]evolução Elétrica do Mar do Norte”, o Greenpeace descreve como sete países banhados pelo Mar do Norte poderiam fornecer 68 GW de capacidade eólica para Europa através de uma rede regional de energia eólica. O montante de energia gerado seria maior do que o previsto nesses países com a geração a base de carvão. A localização da rede offshore (no mar) permitiria que as turbinas eólicas gerassem energia com o dobro da eficiência da atual base, instalada de parques eólicos da Europa.


2. Pesquisa e desenvolvimento de energia renovável e eficiência energética. Os investimentos do governo em produtos eficientes devem ser apoiados por padrões de eficiência energética, que garantam a adoção dos mecanismos pelo mercado. Os empréstimos subsidiados recentemente concedidos ao setor automotivo americano e europeu, por exemplo, deveriam ter sido condicionados à contrapartida das indústrias de melhorar a eficiência energética na utilização de combustíveis.
3. Criar o fundo Florestas pelo Clima. O Greenpeace vem propondo um mecanismo de financiamento, segundo o qual, nações desenvolvidas podem alcançar algumas das suas obrigações de redução de gases de efeito estufa com o financiamento de preservação das florestas. Estima-se que o mecanismo resultará investimentos de US $15 bilhões por ano e poderá reduzir o desmatamento pela metade até 2015. O fundo estimulará as economias dos países em desenvolvimento e possibilitará que as populações locais tenham formas sustentáveis de subsistência.
4. Fim dos subsídios aos combustíveis fósseis. Combustíveis convencionais não-renováveis recebem US $250-300 bilhões por ano em subsídios. Ao invés de gastar dinheiro destruindo o meio ambiente, os governos deveriam investir em energia limpa, empregos verdes e energia inteligente.
O mercado tem que funcionar:
1. Para o meio ambiente
Os mercados de energia devem refletir o verdadeiro custo da utilização de recursos. Recente pesquisa feita pelo Greenpeace descobriu, antes mesmo das estimativas do custo das alterações climáticas, que a dependência de carvão custa para a China um montante equivalente a 7% do PIB anual.
Os custos das externalidades - impactos na saúde humana decorrentes da queima do carvão; aumento do risco de inundação por causa do desmatamento; contaminação das águas por escoamento agrícola; e investimentos no combate às mudanças climáticas, entre outros - podem ser abordados por diferentes mecanismos políticos, mas qualquer sistema deverá ser baseado no princípio do poluidor-pagador. Os fundos gerados pela cobrança dos poluidores podem ser canalizados para apoiar investimentos sustentáveis, como o Fundo Florestas pelo Clima, redes elétricas inteligentes, infra-estrutura de transporte público e apoio às energias renováveis.
2. Para empresas energéticas
Investimentos em energias renováveis bem sucedidos, ocorrem apenas quando há um ambiente estável. Criar um “boom” na área de energias renováveis requer apenas três etapas reguladoras que qualquer governo pode adotar:
• Prioridade no acesso à rede para as energias renováveis, inclusive investindo na ampliação de redes em escala local, nacional e regional.
• Metas obrigatórias para a utilização de energias renováveis e cogeração

energia renovável.
3. Para o consumidor
Quase dois terços da eletricidade consumida no planeta é desperdiçada, principalmente devido produtos maus projetados.
Padrões obrigatórios de eficiência para todas as categorias de produtos reduziriam o consumo de combustível,proporcionariam corte nas contas domésticas de eletricidade e melhorariam a produtividade.
Rotulagem adequada dos produtos que consomem menos energia e divulgação dessas peças nos pontos de vendas, permitiriam ao consumidor escolher melhor ao comprar.
4. Para os investidores
Regras contábeis devem ser alteradas para garantir que as empresas cujas atividades ameaçam o meio ambiente tenham esses riscos incluídos em seus balanços. Além disso, as empresas devem ser obrigadas a informar as emissões geradas durante seu processo produtivo, com a perspectiva de mudanças tecnológicas, eliminação de subsídios perversos e melhor manejo ambiental sobre os seus negócios.
Transição
Como já mencionado, os subsídios aos combustíveis fósseis são da ordem de pelo menos US$ 250 bilhões por ano. A próxima fase do Sistema de Comércio de Emissões da UE deve gerar cerca de US$ 68,5 bilhões por ano, enquanto o retorno das políticas do poluidor-pagador nos EUA pode chegar a mais de US$ 250 bilhões. Os recursos desses controles devem ser utilizados para canalizar investimentos futuros e amarrá-los a resultados sustentáveis.
A crise financeira tem demonstrado que os governos disponibilizam grandes quantias de dinheiro a baixas taxas de juros quando eles acreditam que é necessário. Até o fechamento deste trabalho, os governos se comprometeram a disponibilizar mais de US$ 2,5 trilhões de dívidas preferenciais ou de financiamento diretos para o setor financeiro nos próximos dois anos.
Além do mais, os governos tomaram controle direto ou ganharam uma influência significativa sobre alguns dos principais bancos.
As transformações do setor da energia e de outras partes da economia terão
conseqüências para o emprego local. O Greenpeace mostrou em estudos como a transição poderia ser tratada no Vale do Caçador na Austrália. A área é tradicionalmente dependente do carvão, mas poderia se beneficiar de uma passagem para uma economia sustentável verde. Onde os danos às economias locais forem inevitáveis, os governos devem assegurar que parte dos benefícios da economia verde seja utilizada para garantir uma transição para as áreas afetadas.

O retorno de uma economia sustentável
Um novo pacto verde para a economia mundial pode alcançar benefícios econômicos imediatos, reduzir o risco de um colapso catastrófico da mudança climática global e reduzir as fontes de instabilidade global, como a insegurança energética e a competição por recursos.
Empregos
Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estima que atualmente existam pelo menos 2,3 milhões de empregos “verdes” no setor de energia renovável. Esse número poderia crescer para mais de 20 milhões de pessoas até 2030. O mesmo estudo constatou que deixar a indústria da construção mais verde (para melhorar a eficiência) poderia criar 3,5 milhões de postos de trabalho na Europa e nos EUA até 2030. Na Califórnia, 35 anos de investimentos de eficiência energética fez com que o consumo de energia ficasse 40% abaixo da média nacional, criou o equivalente a 1,5 milhões de empregos e uma massa salarial total de US $45 bilhões. Além disso, foram economizados US$ 56 bilhões com as economias domésticas de energia
(www.next10.org/pdf/report_).
Segurança energética
O fim da dependência dos combustíveis fósseis irá proporcionar um grau muito maior de segurança energética, tanto do ponto de vista político como econômico. Aumentar a quota das fontes renováveis de energia em uma rede nacional significa maior estabilidade no preço, e menor dependência de fornecimentos internacionais.
Custos mais baixos de energia
O relatório [R]evolução Energética, um estudo global do mercado de energias renováveis e eficiência energética publicado pelo Greenpeace (http://www.greenpeace.org.br/energia/pdf/cenario_brasileiro.pdf) mostra que para tornar a revolução energética uma realidade é necessário adicionar US$ 1 trilhão aos US$ 13,6 trilhões que a Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que o mundo gastará com o setor energético até 2030. Esse valor será compensado pela economias com combustíveis fósseis, que em 2030 será no valor de US$ 288 bilhões por ano.
Um futuro pacífico e verde
Queremos um mundo sem conflitos por causa do petróleo e do gás e livre de energia nuclear. Queremos também evitar a escassez crônica de água, alimentos e a fome, prevenir o colapso dos oceanos e dos ecossistemas florestais. Conter a expansão dos desertos e a elevação dos mares. Que melhor retorno sobre nossos investimentos podemos pedir?
Será que vamos olhar nos olhos os nossos filhos e confessar que
tivemos a oportunidade, mas faltou a coragem?
tínhamos a tecnologia, mas faltava a vontade política

Crise climática planetária .

Relatório do Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indica crise climática planetária, mas o governo estadunidense quer enfraquecer o documento, tornando-o público antes do tempo. Para o Greenpeace, os dados revelados mostram a necessidade de urgência no combate às mudanças climáticas. A versão preliminar de um dos relatórios ainda em revisão do IPCC indica que o clima da Terra está sofrendo uma transformação dramática devido às ações humanas e que seus efeitos são muito mais sérios do que o que se imaginava.

O Greenpeace questiona a intenção do governo estadunidense em tornar o relatório público antes de sua versão final, mas, ao mesmo tempo, considera que as informações instam os governos de todo o planeta a tomarem medidas muito mais incisivas para controlar as emissões mundiais de gases de efeito estufa e evitar uma catástrofe no futuro.

O processo de revisão dos relatórios do IPCC é sigiloso, restrito aos governos e a especialistas em mudanças climáticas, até o lançamento de sua versão final. "O sigilo nessa fase de revisão tem gerado relatórios consistentes e sólidos. Expor o relatório não finalizado aos céticos da ciência indica a intenção de sabotar o processo e colocar em cheque os resultados ainda preliminares do documento, uma referência para as negociações internacionais do regime de clima da Terra", afirmou Carlos Rittl, coordenador da Campanha de Clima do Greenpeace.

Apesar disso, os novos dados evidenciam claramente que as ações humanas têm um impacto significativo sobre as mudanças climáticas e que seus efeitos são muito mais sérios do que se imaginava. "Isso coloca contra a parede todos aqueles que têm responsabilidade mas que não deram nenhuma contribuição, que não assumiram nenhum compromisso para combater o problema", acrescentou Rittl.

O Greenpeace considera que, mesmo que as informações do relatório ainda estejam sujeitas a uma ampla revisão dos governos e dos cientistas, são suficientes para tornar ainda mais urgentes a adoção de medidas imediatas para combater as mudanças climáticas. "Se todos os governos do mundo não forem muito mais efetivos nas negociações internacionais, se não assumirem compromissos muito mais profundos, o planeta poderá em poucas décadas enfrentar catástrofes de enormes proporções, com perdas de milhões de vidas humanas, extinção de milhões de espécies e perdas econômicas incalculáveis", enfatizou Rittl.

Isso impõe a necessidade de maior contribuição de todos, inclusive dos países em desenvolvimento, como o Brasil. "Devemos diminuir nossas emissões e combater o desmatamento de forma sistemática e incisiva, hoje reponsável por cerca de 75% dos gases de efeito estufa que o país emite para a atmosfera", concluiu Rittl.



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